(Source : poeme-se)

(Source : poeme-se)

você não me responde,
eu como chocolate:
um dia a gente se invade. 

você não me responde,

eu como chocolate:

um dia a gente se invade. 

o simples azul e a vida muda.

o simples azul e a vida muda.

(via hellanne)

exageradamente azul.

exageradamente azul.

(via vermelhogeladeira)

Find me now. Before someone else does.

Haruki Murakami (via hellanne)
quase o resultado que consegui alcançar depois de pintar minhas unhas de azul. e amarelo.

quase o resultado que consegui alcançar depois de pintar minhas unhas de azul. e amarelo.

(via meninazul)

É de crer que não, arte não é pureza, é purificação, arte não é liberdade, é libertação. [A arte é um processo, não uma instituição.]

Clarice Lispector (via silenciar)

(Source : quedoceseja, via silenciar)

P. A. D. (Poema Anual Dois)

Engraçado o ano acabar numa segunda-feira de céu escuro, chuvinha miúda, latidos insistentes e estridentes, nada de música. Engraçado eu, ultimamente, querer que tudo se acabe com samba, sem vendas nos olhos, com os pés no chão. Porque ontem me ocorreu que as raízes vêm do chão. Embora as influências venham de toda parte a penetrar olhos, boca, ouvidos… Esse chão que me foi tão presente nesse ano, por estar sempre aí, como dizem, a embasar a vida. Que ele fique, pois, permitindo nosso “deixar desestabilizar-se”, acabando com toda e qualquer espera descabida. Acho que é isso que quero de um ano novo novo mesmo. Além, claro, de continuar dançando com as palavras, acreditando naquilo que é mágico, mesmo que não se mostre assim. Mesmo que não se mostre. Amanhã nada será diferente em nossos arredores, provavelmente. Ou em nossos corpos. Agora, o que se poderá dizer de nossas intencionantes cabeças?